quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Gente!!!

Olha o progresso !

Já temos nosso vídeo de estréia



Podem curtir o coral do Eco, Antônio Cícero ouvindo seu antológico poema "Guardar" , Jorge Benjor e Letícia Sabatela brincando de improvisar com meu poema, Jane Duboc em dueto comigo, Marcelo Mourão, Kalu, Bibi e mais e mais...

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

No princípio era o silêncio
Depois veio o Verbo
Depois o Verso
Na busca da origem
Silêncio

Sabedores que o Universo é paradoxo, estivemos em busca deste silêncio fazendo o máximo barulho que nos foi possível em torno da poesia.

Daí resultou a farra de lançamento do "Matéria de Rascunho".

Foi o máximo. 
Um luxo ter Jorge Benjor e Letícia Sabatela brincando de cantar minha poesia, Miele e Bete Mendes, Antonio Cícero, Cairo e Denisis Trindade, Marcus Vinicius, o Eco, Dalberto (representando os Ratos) o pessoal do Polem e vou parar por aqui senão isso vira lista telefônica sem os telefones.

O plano inicial de fazer um grande painel da poesia contemporânea furou completamente. Mas os deuses da poesia cuidaram para que falta de equipamento e organização fossem compensados amplamente pelo astral de tanta gente disposta a brincar com as palavras.

Obrigado pessoal. Valeu João Luiz, Letras e Expressões e todos que apesar de mim, fizeram aquela noite memorável.

E viva a Poesia!! 

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

LANÇAMENTO





Todos convidados
Dia 1º de setembro

Livraria Letras e Expressões
Leblon

Av. Ataulfo de Paiva


Lançamento de







O livro é “Matéria de Rascunho” “-ensaio de poeta-” porque são meus primeiros exercícios/experimentos. Sempre flertei com a poesia mas foi o contato com a efervecência do movimento poético  nos últimos anos que me empurrou para finalmente escrever.

O livro foi feito “com cuidados de abelha que faz mel” parafraseando Braulio Tavares. Trabalhei um bocado e me diverti muito (alem de me descabelar um pouco ). Ele traz um pouco de tudo que vivi e militei e procurei e desentendi e maravilhei e tudo mais. 


Sempre me perguntam porque abandonei uma carreira de sucesso no auge. A resposta está de certa forma no livro. Como todo mundo, estou à procura do “quem sou?”. Só procurei seguir os passos de grandes mestres como Guimarães Rosa, Mario de Andrade ou Villa Lobos que foram catar as raízes na fonte, longe dos centros iluminados. 

Fiquei satisfeito porque senti que ele diz coisas alem do que eu quis dizer, mas é a minha cara.


O livro é “e família”, porque a origem da minha poesia é a família. Desde meu pai que nos reunia para “tirar versos” ou ouvir Augusto dos Anjos, mãe, irmãos, todos sempre brincamos com versos. então o livro tem um poema de meu pai, um do Bebeto, um do Pedrinho, dois da Titila (irmãos), um da minha mulher, e um de cada filha.

É pra vender junto a idéia de que poesia é sim brinquedo familiar e jogo de salão. É um brinquedo maravilhoso que de quebra ainda nos deixa mais espertos (acordado) pra vida. Poço de sabedoria e encantamento, celebração da inteligência da beleza ou puro brinquedo, poesia de tudo tem.


E ainda é antena da raça.



“O que dura fundam-no os poetas” - Holderlin


“Escrever é desvendar o mundo” - Simone de Beauvoir


Sou devedor de todo movimento poético, especialmente de um conjunto de poetas que por militância ou pura qualidade me ensinaram muito. Destaco a oficina de Cairo Trindade que me organizou a sensação poética em dois tempos. 


Espero que se divirtam



Dia 1º de setembro tem FARRA POETICA na livraria Letras e Expressões do Leblon.

a partir das 20:00 e emendando no Corujão que está nos dando todo apoio.


Já confirmaram presença e performance

Letícia Sabatela

Bete Mendes

Leonardo Vieira





sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Alumbramento

A volta da Flip me remete ao que escrevi

Volta


Quando estive em poesia

Visitei um não lugar

Um sonho refinaria

De prosaicos de pesar


O banal é refinado

Em leveza e lucidez

O reverso é revelado

Os clãs encontram as greis


A mágica e a alquimia

São línguas oficiais

Até quem não crê cria

Lá onde o sempre jamais


Cristal vira nuvem e voa

O sol namora a garoa

E o choro gargalha também


Tudo te diz imagine

Tudo te pede me nine

Não se pergunta de quem


Vive-se a vida na flauta

Não se sabe o que é falta

Mas sabe-se o gosto que tem


Eu voltei estupefato

Com olhos de iluminura

Nem precisa de futuro

Quem tem assim um passado


Pois é. Aquele lugar lindo com as ruas cheias de gente disposta a curtir a inteligência da beleza e/ou a beleza da inteligência só podia dar em encantamento.

A Festa já extrapolou seus organizadores. A idéia é tão boa, o lugar tão adequado, que já se tornou Festa Popular.

Este ano, foi tão perfeito que teve até ato de resistência e vitória da rua sobre a política e o mercado.

A PRAÇA É DO POVO!

E viva Castro Alves.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Em nome de todas as dores

e do dia de hoje


Farsa


A fragilidade da pedra

repousa dúbia em dureza

ao tempo com delicadeza

resiste e gasta e quebra

tal e qual qualquer regra


Na fragilidade da pedra

reside sua clara imponência

perene só sua aparência

cristalizada medra

tal e qual qualquer lepra


Da fragilidade da pedra

recende nobreza e requinte

um voluntarismo de esfinge

um clima uma atmosfera

impermeável a etcéteras


A fragilidade da pedra

reduz-se a não se amoldar

Eduardo Tornaghi


Qual pedra no caminho da tua poesia?

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Nada melhor que um poema pra nos mostrar nosso lugar. Este é do Paulo Henriques Britto



Ontologia sumaríssima

Umas quatro ou cinco coisas,
no máximo, são reais.
A primeira é só um gás
que provoca a sensação
de que existe no mundo
uma profusão de coisas.


A segunda é comprida,
aguda, dura e sem cor.
Sua única serventia
é instaurar a dor.


A terceira é redondinha,
macia, lisa, translúcida,
e mais frágil do que espuma.
Não serve para coisa alguma.


A quarta é escura e viscosa,
como uma tinta. Ela ocupa
todo e qualquer espaço
onde não se encontre a quinta
(se é que existe mesmo a quinta),
a qual é uma vaga suspeita
de que as quatro acima arroladas
sejam tudo o que resta
de alguma coisa malfeita
torta e mal-ajambrada
que há muito já apodreceu.

Fora essas quatro ou cinco
não há nada,
nem tu, leitor,
nem eu. 


Né não? Diga lá o que você acha

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Tenho me divertido à bessa com o "Pequeno Dicionário de Arte Poética do Geir Campos. Só os termos já são uma viagem:
EPIZEUXE, ANAPTIXE, ENDECHO
SUARABACTI, IAMBO, VIRELAI

Outra ainda melhor é mergulhar nas definições e refletir sobre tudo que tantas gerações consideraram significativo a ponto de nomear. Podemos vislumbrar uma boa parte do encantamento.

Além disso, os trechos usados como ex. são uma delícia.

Olha só esse para rimas cruzadas

Já morri tanto por conta
do meu futuro morrer,
que a morte me desaponta.
Já me subtraí ao ser.
( Cassiano Ricardo )