quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
LANÇAMENTO

O livro é “Matéria de Rascunho” “-ensaio de poeta-” porque são meus primeiros exercícios/experimentos. Sempre flertei com a poesia mas foi o contato com a efervecência do movimento poético nos últimos anos que me empurrou para finalmente escrever.
O livro foi feito “com cuidados de abelha que faz mel” parafraseando Braulio Tavares. Trabalhei um bocado e me diverti muito (alem de me descabelar um pouco ). Ele traz um pouco de tudo que vivi e militei e procurei e desentendi e maravilhei e tudo mais.
Sempre me perguntam porque abandonei uma carreira de sucesso no auge. A resposta está de certa forma no livro. Como todo mundo, estou à procura do “quem sou?”. Só procurei seguir os passos de grandes mestres como Guimarães Rosa, Mario de Andrade ou Villa Lobos que foram catar as raízes na fonte, longe dos centros iluminados.
Fiquei satisfeito porque senti que ele diz coisas alem do que eu quis dizer, mas é a minha cara.
O livro é “e família”, porque a origem da minha poesia é a família. Desde meu pai que nos reunia para “tirar versos” ou ouvir Augusto dos Anjos, mãe, irmãos, todos sempre brincamos com versos. então o livro tem um poema de meu pai, um do Bebeto, um do Pedrinho, dois da Titila (irmãos), um da minha mulher, e um de cada filha.
É pra vender junto a idéia de que poesia é sim brinquedo familiar e jogo de salão. É um brinquedo maravilhoso que de quebra ainda nos deixa mais espertos (acordado) pra vida. Poço de sabedoria e encantamento, celebração da inteligência da beleza ou puro brinquedo, poesia de tudo tem.
E ainda é antena da raça.
“O que dura fundam-no os poetas” - Holderlin
“Escrever é desvendar o mundo” - Simone de Beauvoir
Sou devedor de todo movimento poético, especialmente de um conjunto de poetas que por militância ou pura qualidade me ensinaram muito. Destaco a oficina de Cairo Trindade que me organizou a sensação poética em dois tempos.
Espero que se divirtam
Dia 1º de setembro tem FARRA POETICA na livraria Letras e Expressões do Leblon.
a partir das 20:00 e emendando no Corujão que está nos dando todo apoio.
Já confirmaram presença e performance
Letícia Sabatela
Bete Mendes
Leonardo Vieira
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Alumbramento
Volta
Quando estive em poesia
Visitei um não lugar
Um sonho refinaria
De prosaicos de pesar
O banal é refinado
Em leveza e lucidez
O reverso é revelado
Os clãs encontram as greis
A mágica e a alquimia
São línguas oficiais
Até quem não crê cria
Lá onde o sempre jamais
Cristal vira nuvem e voa
O sol namora a garoa
E o choro gargalha também
Tudo te diz imagine
Tudo te pede me nine
Não se pergunta de quem
Vive-se a vida na flauta
Não se sabe o que é falta
Mas sabe-se o gosto que tem
Eu voltei estupefato
Com olhos de iluminura
Nem precisa de futuro
Quem tem assim um passado
Pois é. Aquele lugar lindo com as ruas cheias de gente disposta a curtir a inteligência da beleza e/ou a beleza da inteligência só podia dar em encantamento.
A Festa já extrapolou seus organizadores. A idéia é tão boa, o lugar tão adequado, que já se tornou Festa Popular.
Este ano, foi tão perfeito que teve até ato de resistência e vitória da rua sobre a política e o mercado.
A PRAÇA É DO POVO!
E viva Castro Alves.
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Em nome de todas as dores
e do dia de hoje
Farsa
A fragilidade da pedra
repousa dúbia em dureza
ao tempo com delicadeza
resiste e gasta e quebra
tal e qual qualquer regra
Na fragilidade da pedra
reside sua clara imponência
perene só sua aparência
cristalizada medra
tal e qual qualquer lepra
Da fragilidade da pedra
recende nobreza e requinte
um voluntarismo de esfinge
um clima uma atmosfera
impermeável a etcéteras
A fragilidade da pedra
reduz-se a não se amoldar
Eduardo Tornaghi
Qual pedra no caminho da tua poesia?
quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Nada melhor que um poema pra nos mostrar nosso lugar. Este é do Paulo Henriques Britto
Ontologia sumaríssima
Umas quatro ou cinco coisas,
no máximo, são reais.
A primeira é só um gás
que provoca a sensação
de que existe no mundo
uma profusão de coisas.
A segunda é comprida,
aguda, dura e sem cor.
Sua única serventia
é instaurar a dor.
A terceira é redondinha,
macia, lisa, translúcida,
e mais frágil do que espuma.
Não serve para coisa alguma.
A quarta é escura e viscosa,
como uma tinta. Ela ocupa
todo e qualquer espaço
onde não se encontre a quinta
(se é que existe mesmo a quinta),
a qual é uma vaga suspeita
de que as quatro acima arroladas
sejam tudo o que resta
de alguma coisa malfeita
torta e mal-ajambrada
que há muito já apodreceu.
Fora essas quatro ou cinco
não há nada,
nem tu, leitor,
nem eu.
Né não? Diga lá o que você acha