Esta edição é dedicada ao povo simples do Para que mesmo ameaçado de morte luta contra o trabalho escravo, a exploração sexual de crianças e a grilagem de terras.
Traz Fernando Pessoa que com sua Mensagem se esforçava por acordar o espírito português. Assim lembra nossa origem na epopéia de um povo valente que enfrentou o medo do desconhecido e "as terras de Ásia e África (e América) andaram devastando".
Em muitos pontos esse modelo do sec XV se repete em sua brutalidade na ocupação da Amazônia do sec XXI. A lei do mais forte agride a dignidade humana e obriga o povo simples a viver uma nova epopéia. Tem que "passar além da dor" sem um Bojador à vista para defender a vida. E dessa vez, lutando contra o "rei".
Traz também Dudu Pererê e sua militância anárquica e libertária em prol de um sacode nas consciências.
Dudu Pererê e os Ratos DiVersos estão quinta sim, quinta não na Lapa, (Lapaesquina, debaixo dos Arcos) poetando a boemia. Nessa quinta tem.
domingo, 1 de maio de 2011
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPrecisamos nos conscientizar de que os tempos mudaram não somos mais os mesmos do tempo da colonização. Precisamos ter voz mais ativa e cobrar dos nossos dirigentes, impedindo a degradação da Amazônia.
ResponderExcluirA interpretação dos poemas está divina!
Um abraço carinhoso
EDUARDO TORNAGHI, O PRÍNCIPE DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA. ACOMPANHO PAPO POÉTICO, O LEME LITERÁRIO. PARABÉNS !!
ResponderExcluirOLHA O PRESENTE DO GILBERTO MENDONÇA TELES.
GILBERTO MENDONÇA TELES
Biblioteca
A Selmo Vasconcellos
Durante anos – mais de 60 – foi alimentando
a ilusão de uma biblioteca de 30 mil volumes.
Ele queria possuir todos os livros
de literatura brasileira.
Todos os dias entravam livros em sua casa:
ele os recebia dos editores e dos jovens escritores
e também os comprava, vaidoso.
E lia, lia, lia – por atacado e a granel –
só pensando nalgum dia ter Raquel.
Os livros foram ocupando os espaços da casa:
salas, quartos, corredores, banheiros, paredes,
debaixo da cama, nos armários, na cozinha:
num sábado achou uma lombada de pergaminho
boiando na feijoada.
E lia, lia, mas já sem muito entusiasmo.
Sentia-se menor que os livros
até que teve uma ideia genial:
- Tenho de ser maior que eles. E começou
a classificá-los, a encaixotá-los e
devolvê-los a seus autores.
Morreu feliz, rodeado de ácaros,
e espirrando como um bode velho.
Livro LINEAR, Poesia, página 42, Editora Hedra, São Paulo, SP, 2010.
o que tem quinta?
ResponderExcluirBravo!a ideologia rica...
ResponderExcluirQue alegria vir aqui e me deparar com tão maravilhosa performance ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
ResponderExcluirum super beijo
Rosane Silveira
Gostei da forma com que vocês disseminam a poesia. Percebo que a poesia não está morrendo, como as vezes eu acho que está, apesar de eu também ser poeta (ou quase isso). Porém não tenho tanto talento para declamar nada do que eu escrevo. Além de dar tremedeira, faltaria a voz pomposa do vídeo.
ResponderExcluirTiago, penso que a poesia é parte da natureza humana, não tem como morrer sem o fim da vida. Quando formos embora "em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente continuará a fazer coisas como versos e viver debaixo de coisas como tabuletas" (Tabacaria F. Pessoa). E outra coisa parceiro, não se trata de "declamar" ou ter talento. Trata-se de querer falar com o outro. Trocar como se troca uma piada, só porque é bom. Pra quem diz e pra quem ouve. E quanto à tremedeira cara, é só um sinal. Tudo que é realmente importante pra nós, provoca tremedeira. É o corpo acelerando pra vida!
ResponderExcluirCarece coragem, mas é tudo que vale à pena.
Caro Tornaghi, Admirável o trabalho que vem fazendo por aqui. Recado poético, recado político. Pois quer a gente queira ou não essas coisas sempre andam juntas. E ficou muito interessante essa mixagem que deu à Mensagem de Pessoa um caráter contemporaneamente libertário. Gostei também da requintada irreverência de Dudu Pererê. Estamos precisando disso para revigorar a poesia contemporânea. Um grande abc, Ricardo Alfaya.
ResponderExcluirUm abraço poeta, e linda esta homenagem poética que teces, levei ao Vidráguas e gracias por toda poesia que aqui encontramos.
ResponderExcluirUm abraço.
Carmen.
Lindo Blogger eu amei! Parabéns.
ResponderExcluirAmei de paixão esse blogger
ResponderExcluirTudo aqui é lindo, é fascinante
beijos e carinhos meus
Pretinha
Acabo de entrar no blog e já amei!!!!
ResponderExcluirParabéns, Eduardo Tornaghi, vlw!!!!
Mimos^^