sábado, 28 de março de 2009

Volta

Quando estive em poesia
visitei um não lugar
um sonho refinaria
de prosaicos de pesar

O banal é refinado
em leveza e lucidez
o reverso é revelado
os clãs encontram as greis

A mágica e a alquimia
são linguas oficiais
até quem não crê cria
lá onde o sempre jamais

Cristal vira nuvem e voa
o sol namora a garoa
e 0 choro gargalha também

Tudo te diz imagine
tudo te pede me nine
não se pergunta de quem

Vive-se a vida na flauta
não se sabe o que é falta
mas sabe-se o gosto que tem

Eu voltei estupefado
com olhos de iluminura
nem precisa de futuro
quem tem assim um passado
ET

Este poema me ocorreu num momento em que uma complicação foi desfeita pela simples lembrança de uma quadrinha do Quintana. Nem lembro qual, nem vem ao caso, o fato é que: o mergulho na mágica simples do bom humor ritmado me livrou do perigoso redemoinho de baixo-astral em que estava mergulhando. Me abraçou e fez carinho, me disse sou como você e ajudou a sacudir a poeira. Quando voltei a mim, vi tudo mais claro, o problema se resolveu e o poema já estava pràticamente pronto. Ainda não o considero pronto mas já conta do encantamento que me tomou. Quero dividir isso com vocês.

1 comentários:

Louis Alien disse...

pra mim leitor e ouvinte, 'e uma obra prima, pela forma que tem e por que forma veio a ser formada (acho que saiu um aqui). Ha bracos

Louis Alien

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